Criar uma identidade visual é algo extremamente complexo, pois envolve-se não só a habilidade individual em enxergar o seu mundo em volta e saber utilizar alguma ferramenta gráfica, mas acima de tudo, saber assimilar as idéias, o perfil, a alma da empresa ou do profissional que nos contrata.
Recentemente fomos contratados para desenvolver a logo de uma empresa de arquitetura, onde o proprietário tinha esboçado algumas de suas idéias num papel, criado algo no AutoCAD, que, diga-se de passagem, como programa para desenhar plantas baixas e em 3D, é nota 10, mas para nosso caso, estava um pouco fora do contexto pelo fato do seu utilizador não ter tantos conhecimento para operá-lo com essa finalidade, além da questão técnica do resultado final (leia-se formato do arquivo) não ser suportado pela gráficas e nosso amigo Davi estava meio que na dúvida sobre qual estilo seguir, quais idéias implementar no projeto e quais sentimentos passar através do resultado final. Parece simples né?
Davi tinha criado algo bastante simples, mas bem interessante e queria uma coisa mais incrementada, com cores simples e que expressasse suas idéias. Mexe aqui, mexe acolá e após alguns dias de estudo, apresentamos algumas propostas e entre as finalistas, ficaram as três acima. E agora?. Disse-me Davi: “Vou levar para minha sócia avaliar e iremos decidir entre uma das três. Em breve te retorno por telefone.”
Lá foi ele e mais ou menos uma semana depois recebo sua ligação:
Davi:“E ai meu amigo, blz?”
Eu: “Tudo ok, e as novidades?”
Davi:“Rapaz, decidimos sobre a logomarca… refaz no Corel aquela que eu tinha feito no AutoCAD, pode ser?”
Eu: “Claro, pode ser sim. Passo ai pra pegar e refaço aqui no mesmo dia.”
Davi:“Falow!”
Eu: “Té mais”
Em empresas de desenvolvimento gráfico casos como esse são comuns. Às vezes varamos a noite em busca de extrair o máximo de nossas potencialidades, o máximo de nossos programas de desenvolvimento, utilizamos e analisamos os rabiscos do cliente no desenrolar das questões técnicas que abrangem o assunto e quando achamos que está tudo ok, a estória muda completamente.
O balde de água fria serve pra nos ensinar que no desenvolvimento de um projeto visual, seja ele um site, blog, um simples layout de jornal, ou uma logomarca, há o envolvimento de duas partes, que possuem visões diferentes sobre o mesmo tema, e que em alguns casos, o simples prevalece, como neste caso. Em nossos projetos, sejam eles quais forem, nossos clientes acompanham todo o desenrolar das etapas, sugerindo a qualquer momento modificações, desde que estas, estejam em plena comunhão com o sentido original da idéia.
Em breve postaremos aqui o desenrolar dessa estória, a logomarca final.
Um abraço e até a próxima.
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